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CONFEA publica o relatório do GT Abalos Sísmicos em Maceió, com a participação da ABREMI.



O GT Abalos Sísmicos em Maceió foi instituído pelo CONFEA com o objetivo de analisar os fenômenos geológicos observados em alguns bairros que margeiam a Lagoa Mundaú, na capital de Alagoas, caracterizados por fissuras em edificações e alterações da margem lagunar.

Sob esta margem a PETROBRÁS iniciou a lavra por dissolução de uma jazida de sal gema a 1.000 m de profundidade, na década de 60/70, que até hoje, em associação minoritária com a BRASKEM, alimentava o principal polo cloroquímico brasileiro, instalado nesta capital.

A ABREMI teve indicado seu presidente, Eng. Minas Regis Wellausen Dias, como membro especialista neste GT, que encerrou seus trabalhos em dezembro de 2020. O Relatório Final, aprovado pela Comissão de Ética e Exercício Profissional do CONFEA - CEEP e homologado pelo seu Plenário foi agora publicado e pode ser baixado aqui.

Constatada subsidência do solo sobre as cavernas resultantes dos poços de exploração, a ascensão de parte delas, com empolamento total ou parcial das cavidades, bem como o deslocamento horizontal do solo em direção à lagoa com estrangulamento das tubulações, a empresa decidiu-se pelo encerramento da mineração. E, para consolidar as ações por danos que se acumularam em decorrência do forte apoio à pressão política dos bairros adjacentes, tomou a decisão de, por precaução, adquirir todas as propriedades do entorno. Como resultado, a empresa é agora proprietária de aproximadamente 4.500 imóveis, instalou um sistema de monitoramento integral em todo o maciço e está preenchendo as cavidades mais instáveis como parte do "fechamento de mina" formalizado com a Agência Nacional de Mineração - ANM. O Polo Cloroquímico voltou a operar, mas o Brasil passou a importar sal para ele. O município perdeu a tributação mineral e seus "royalties", bem como toda a atratividade urbanística e laboral proporcionada pelo longo prazo do empreendimento.

A mídia, fomentada pelo oportunismo e interesse político, segue proclamando a iminência de uma tragédia e, na cidade, já se encontram hoje até cartazes indicativos de "Rota de Fuga". As verdadeiras causas das anomalias geológicas, que proporcionaram até a ocorrência de um sismo de 2,4 pontos na escala Richter em março de 2018 - incompatível com as estruturas lavradas - não foram até hoje consolidadas e esclarecidas, o que poderia demonstrar que o empreendimento mineral, muito antes de ser a causa, tenha sido só mais uma das vítimas da discriminação da atividade de mineração, que enriquece a nação e é essencial à independência e ao desenvolvimento do país.


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